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Acessibilidade e Inclusão: Vivendo em sociedade

Sempre nos surpreendemos com as relações de distância e espaço que presenciamos cotidianamente, por vezes nos deparamos com grandes espaços geográficos que sob certa perspectiva ficam minúsculos, e outras vezes encontramos locais pequenos em termos geográficos que nos parecem ser muito maiores do que realmente são. Nessa contradição de perspectiva e realidade encontramos vários mundos diferentes inseridos um dentro do outro, coexistindo em espaços iguais ou semelhantes, e um desses mundos pode ser encontrado sob a perspectiva das pessoas que vivem com algum tipo de deficiência em locais onde sua existência é negada ou ignorada completamente.


Quando falamos sobre acessibilidade e inclusão pode ser difícil visualizar o quanto esses aspectos são realmente necessários e que nem tudo que está sendo discutido atualmente – ainda que esse seja um tema relativamente antigo – é frescura ou “modinha”, principalmente se não temos essa vivência de ter uma deficiência e tentar ocupar espaços que não foram planejados adequadamente, ou ainda tentar usar recursos básicos e realizar atividades triviais que não possuem nenhum tipo de adaptação ou facilidade nesse aspecto.


Dando um exemplo prático, quando vamos ao mercado fazer compras não precisamos pensar e verificar se aquele estabelecimento possui rampas ou elevadores, simplesmente vamos, compramos o que precisamos e voltamos para casa. Assim como também não pensamos em como é o caminho até esse mercado, se ele tem um estacionamento acessível ou se o transporte e as ruas que eu preciso passar para chegar nesse local estão de acordo com minhas limitações e vão me permitir chegar ao meu destino.


Certo, mas como podemos nos colocar no lugar dessas pessoas então? A verdade é que não podemos saber de fato o que é viver com deficiência se não tivermos uma deficiência, mas podemos sim usar da empatia e planejar melhor o mundo em que vivemos, os espaços públicos que criamos, e os serviços que oferecemos para integrar essas pessoas ao invés de limitá-las a viver em seus próprios mundos longe de outros mundos e vivências próprias.


É preciso ter a consciência de que mesmo sem precisarmos de espaços inclusivos e acessíveis para nós, precisamos fazer valer esse direito para as outras pessoas, para que elas possam sair de casa com a mesma tranquilidade que saímos quando vamos ao mercado, para a escola ou para nosso trabalho. Viver em sociedade é viver em comunhão de ideias e perspectivas, se nos privamos disso ou privamos outras pessoas de fazerem isso não estamos nos comprometendo de verdade em cumprir com nossos papéis sociais e perdemos a chance de contemplar um dos nossos direitos mais preciosos.


Você teve algum contato com acessibilidade e inclusão em sua vida pessoal ou profissional? Conte para nós como foi e como isso transformou você e seu jeito de enxergar a vida, vamos adorar saber mais sobre a sua história e com certeza isso pode inspirar mais pessoas! Para saber mais e contribuir com a causa acesse nosso site e faça parte da rede Mude o Mundo!


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